quarta-feira, 8 de junho de 2011

Deputados temem que manifestação de bombeiros se espalhe pelo país.

Parlamentares que estiveram reunidos na tarde desta quarta-feira (8) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, manifestaram preocupação com a situação dos mais de 400 bombeiros detidos desde o último domingo no Rio de Janeiro. O grupo, que protesta por melhores salários e condições de trabalho, está detido no ginásio do quartel em Niterói.


Os 12 parlamentares que estiveram com o ministro temem que protestos semelhantes se espalhem para outros estados do país. De acordo com o Presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), as condições salariais e de trabalho dos bombeiros não estaria sendo motivo de protestos só no Rio de Janeiro, como ocorreu no último final de semana.

"Temos a informação de que essas manifestações estão se espalhando pelas polícias militares e bombeiros de varias partes do pais", disse Paulinho.


O deputado alega que houve "descaso" por parte do governo de Sérgio Cabral. Segundo o parlamentar, Cardozo se mostrou "sensibilizado" com a situação dos bombeiros detidos.

"O ministro se mostrou sensibilizado em criar um canal de negociação e prometeu ligar ainda hoje para o govenador Sérgio Cabral. Já houve outras tentativas dos bombeiros de negociar com o governador e ele tratou a questão com descaso", afirmou o deputado.

A assessoria do governo do estado alegou que, de janeiro de 2007 a julho de 2010, os bombeiros militares tiveram reajustes anuais que elevaram suas remunerações em 29,73%. A assessoria também afirma que a Assembleia Legislativa aprovou este ano uma lei que resultará em um aumento acumulado em oito anos de 100,8% na remuneração do soldado, passando de R$ 1.034,11 para R$ 2.077,25, em dezembro de 2014.

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) afirmou que a atitude de Sérgio Cabral pode ser considerada de um "vândalo". "Ele acusou os bombeiros de serem vândalos, mas ele que é um vândalo, que está a dois mandatos no governo e não resolveu essa questão", afirmou.

Para o deputado Glauber Braga, a questão prioritária é estabelecer a política do diálogo. "O Rio teve a maior tragédia climática do país e os bombeiros que atuaram. Essa questão tem que ser resolvida logo, porque no fim do ano as chuvas voltam", disse. Com informações do G1 em Brasília.

Um comentário:

  1. Por que o ato dos bombeiros cria um precedente perigoso

    Os bombeiros assim como qualquer categoria têm o direito de pedir melhoria salarial, ocorre que por servirem junto com a PM, sob regime militar, lhes é vetado o direto à greve. Nos últimos dias o que tenho visto no Rio é um circo. Uma categoria que vem sendo “doutrinada” por políticos faz meses, chega ao ponto de rasgar sua lei militar, invadir um quartel, ocupar e inutilizar viaturas.
    Ora, isso é inadmissível em um estado de direito. Imaginemos se médicos decidem fazer greve, invadir hospitais, furar pneu das ambulâncias e trancar as portas; E se um dia policiais em greve ocuparem os presídios e ameaçarem soltar os presos? Não obstante, teríamos ainda a possibilidade de Soldados do exército em greve, colocarem tanques para obstruir vias. Pergunto: Onde a sociedade vai parar? É esse o precedente que a sociedade deseja abrir com os bombeiros?
    Para que não corramos esse risco há uma legislação militar que rege as FFA, Bombeiros e a PM. Independente de qualquer pleito salarial, ela tem de ser respeitada. No momento em que a sociedade permitir que essa lei seja ignorada, estará pondo em risco sua própria ordem.

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