Buscando a história mais recente de Salvador, recaio sobre a família Magalhães – aquela do senador Antonio Carlos Magalhães, o ACM – o cabeça branca da Bahia, também conhecido pelo vulgo de “Toinho Malvadeza” que era sinônimo de Ação, Competência e Moralidade no estado, ou como prefiro dizer, o “coronel” da Bahia. Qual foi o legado histórico que o governador biônico da década de 1970 (ele foi nomeado governador da Bahia pelo regime militar pela primeira vez em 1971) deixou para cidade? Até onde sei, nenhum. Mas aí os carlistas de plantão podem gritar que
quando o dito-cujo era vivo Salvador era melhor, tanto que ganhou até notoriedade nacional, inclusive no cenário político do país. Será mesmo? Será que ACM tinha um espírito tão bondoso a ponto de promover Salvador e não obter ganhos com isso?
quando o dito-cujo era vivo Salvador era melhor, tanto que ganhou até notoriedade nacional, inclusive no cenário político do país. Será mesmo? Será que ACM tinha um espírito tão bondoso a ponto de promover Salvador e não obter ganhos com isso?
Essa família só fez fortuna com os jogos ilícitos promovidos por esse calhorda, e é claro, lançou seus herdeiros à roleta da fortuna. Não podia ser diferente, afinal de contas, o muito ainda é muito pouco para essa gente.
A filial da líder de audiência nacional aqui na Bahia pertence à família Magalhães. Temos uma avenida enorme em Salvador com o nome de ACM. Ele até mandou construir em outra avenida da cidade um monumento (uma estátua) em homenagem ao seu filho, o Deputado Luis Eduardo Magalhães na época do seu falecimento. E esse monumento tinha vigilância diuturna de guardas do Estado. Isso mesmo. Policiais militares pagos pelo Estado para fazer segurança ostensiva da população (teoricamente) é que faziam a guarda do elefante branco. Ops! Da estátua do finado.
Ah! No Pelourinho, centro histórico de Salvador, há um centro de memória também em homenagem ao velho. Tudo isso sem contar o número de escolas públicas que levam o nome da família (Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, Colégio Estadual Senador Antonio Carlos Magalhães, Ginásio Arlete Magalhães). E não posso esquecer o nome do Aeroporto Internacional 2 de Julho, que levou esse nome por conta da data fazer homenagem a Independência da Bahia, e que fora mudado para Aeroporto Internacional Dep. Luís Eduardo Magalhães, mais uma vez um golpe do velho na jogada. Acho que já basta de família ACM, né!
Até aqui você viram o nome de algum negro que em 1835 fez a Revolta dos Malês estampado em algum lugar?
Salvador é uma cidade histórica, teve seu legado renegado na construção desse país. E boa parte da sua população fora massacrada e devastada durante a escravidão, enquanto que alguns, num país dito democrático, defendem a memória daqueles que promoveram anos de terror que perduraram por séculos e deixa resquícios do regime nas relações sociais em vigor.

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